Pela Redação
Desde que assumiu a Presidência em junho de 2020, Évariste Ndayishimiye colocou a agricultura no centro da sua agenda de desenvolvimento nacional. Num país onde a maioria da população depende da agricultura para a sua subsistência, o Chefe de Estado considera este setor o principal motor da criação de riqueza, da redução da pobreza e da soberania alimentar.
Esta visão está plenamente alinhada com a Visão 2040–2060 do Burundi, um ambicioso plano que pretende transformar o país numa nação emergente e próspera, apoiando-se numa economia produtiva impulsionada pela modernização da agricultura.
Um Presidente que lidera pelo exemplo
Ao contrário de muitos líderes que apenas defendem o desenvolvimento agrícola através de discursos, o Presidente Ndayishimiye utiliza regularmente as suas próprias explorações agrícolas como exemplo dos resultados que podem ser alcançados através de práticas agrícolas modernas.
Durante as férias governamentais, participa pessoalmente nos trabalhos agrícolas. “Para mim, férias significam apenas uma mudança de atividade”, declarou em diversas ocasiões. Na sua exploração agrícola em Bugarama, demonstrou a rentabilidade de uma agricultura bem gerida ao colher mais de 50 toneladas de batatas em 2,3 hectares, utilizando 4,5 toneladas de batata-semente.
A sua abordagem pretende inspirar os agricultores burundeses, demonstrando que a agricultura pode tornar-se uma atividade altamente lucrativa quando são utilizadas técnicas modernas, sementes melhoradas e uma gestão eficiente.
Modernizar a agricultura através da investigação e da inovação
O Presidente Ndayishimiye reforçou igualmente a cooperação entre a investigação científica e a produção agrícola. Em estreita colaboração com o Instituto de Ciências Agronómicas do Burundi, o Governo apoia a multiplicação de sementes melhoradas, a agricultura em estufas e o desenvolvimento de variedades agrícolas mais produtivas e resistentes às alterações climáticas.
O objetivo é aumentar a produtividade agrícola, reforçando simultaneamente a capacidade do setor para enfrentar os desafios climáticos e garantir a segurança alimentar a longo prazo.
Um investimento público histórico na agricultura
O Burundi sustenta esta visão através de um investimento público sem precedentes. Cerca de 13% do orçamento nacional é atualmente destinado ao setor agropecuário, ultrapassando a meta de 10% recomendada pelo Programa Integrado para o Desenvolvimento da Agricultura em África (CAADP).
Esses investimentos financiam:
Subsídios para fertilizantes;
Distribuição de sementes melhoradas;
Projetos agrícolas destinados aos jovens e às cooperativas;
Programas que facilitam o acesso aos fertilizantes e combatem a escassez e a especulação dos preços.
A estratégia governamental visa tornar os fatores de produção agrícola mais acessíveis aos agricultores em todo o país e aumentar significativamente a produção.
A autossuficiência alimentar como prioridade nacional
Sob a liderança do Presidente Ndayishimiye, o Burundi registou progressos significativos rumo à autossuficiência alimentar. A produção de milho tornou-se um dos maiores sucessos do país, permitindo satisfazer a procura interna e gerar excedentes.
Este resultado demonstra a crescente capacidade do Burundi para garantir a alimentação da sua população, preparando igualmente o setor agrícola para futuras oportunidades de exportação.
Uma mobilização nacional em torno da agricultura
O lançamento oficial da Época Agrícola A 2025–2026, realizado em 27 de outubro de 2025 no Centro Nacional de Multiplicação de Sementes do ISABU, em Nyabisindu, simbolizou a determinação do Governo em mobilizar toda a nação.
Sob o lema “Inspirados pela Visão Nacional, unamo-nos para aumentar a produção alimentar”, a campanha incluiu a distribuição de sementes melhoradas e equipamentos agrícolas às cooperativas, além de reforçar a necessidade de proteger e valorizar as terras cultiváveis.
O Presidente apelou ainda a todos os cidadãos em idade ativa para participarem diretamente na produção agrícola. Incentivou os funcionários públicos a dedicarem parte do seu tempo livre à agricultura e exortou os proprietários de terras improdutivas a cultivá-las ou a disponibilizá-las às cooperativas capazes de as explorar.
Um compromisso que ultrapassa as fronteiras nacionais
A ambição agrícola do Burundi vai além das suas fronteiras. Em janeiro de 2025, durante a Cimeira Extraordinária da União Africana sobre Agricultura, realizada em Kampala, o Presidente Ndayishimiye reafirmou o compromisso do Burundi com a implementação da nova estratégia do CAADP para o período 2026–2035.
A sua participação evidenciou a determinação do país em contribuir para a construção de sistemas agrícolas africanos mais produtivos, competitivos e sustentáveis.
A agricultura como fundamento do desenvolvimento do Burundi
Em apenas alguns anos, a agricultura deixou de ser apenas um setor económico tradicional para se tornar a pedra angular da estratégia nacional de desenvolvimento.
Através de investimentos públicos consistentes, da modernização da produção agrícola, do fortalecimento da investigação científica, do apoio às cooperativas e do seu próprio exemplo no terreno, o Presidente Évariste Ndayishimiye demonstra a convicção de que a prosperidade futura do Burundi depende da valorização do enorme potencial agrícola do país.
Para o Governo burundês, combater a fome, criar emprego nas zonas rurais e acelerar a transformação económica começam por um princípio fundamental: um país capaz de alimentar a sua população é também um país capaz de construir uma prosperidade duradoura. Assim, a agricultura tornou-se não apenas uma prioridade económica, mas também o principal alicerce da visão de desenvolvimento sustentável do Burundi.

